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Estimulação cognitiva na terceira idade: funciona mesmo?

Com o avanço da idade, é comum surgirem mudanças na memória, na atenção e na velocidade de raciocínio. Essas alterações nem sempre indicam uma doença, mas podem gerar preocupação no idoso e na família. Nesse contexto, surge uma dúvida frequente: a estimulação cognitiva realmente funciona na terceira idade?

A resposta é sim, desde que seja realizada de forma adequada, contínua e orientada.

O que é estimulação cognitiva?

A estimulação cognitiva consiste em atividades planejadas para exercitar funções como memória, atenção, linguagem, raciocínio e planejamento. Ela pode ser realizada de forma individual ou em grupo, geralmente com acompanhamento de profissionais da área da psicologia ou neuropsicologia.

O objetivo não é “rejuvenescer” o cérebro, mas manter, fortalecer e compensar habilidades cognitivas, favorecendo a autonomia e a qualidade de vida do idoso.

O que a ciência diz sobre sua eficácia?

Estudos indicam que idosos que participam de atividades cognitivamente estimulantes tendem a apresentar melhor desempenho cognitivo e funcional, além de benefícios emocionais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde:

“Atividades cognitivamente estimulantes podem ajudar a manter a função cognitiva e retardar o declínio cognitivo em idosos” (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2015, p. 24).

Outro conceito fundamental é o de reserva cognitiva, que ajuda a explicar por que pessoas mentalmente ativas lidam melhor com as mudanças do envelhecimento cerebral. Segundo Stern:

“Indivíduos com maior reserva cognitiva conseguem tolerar melhor as alterações cerebrais sem manifestar sintomas clínicos significativos” (STERN, 2002, p. 449).

Quais benefícios podem ser observados?

A estimulação cognitiva pode contribuir para:

  • Manutenção ou melhora da memória e da atenção
  • Maior independência nas atividades do dia a dia
  • Redução do isolamento social
  • Aumento da autoestima
  • Retardo do declínio cognitivo em quadros leves

É importante destacar que a estimulação cognitiva não cura demências, mas pode auxiliar na manutenção das funções e na qualidade de vida, especialmente nas fases iniciais.

A importância da avaliação neuropsicológica

Antes de iniciar qualquer programa de estimulação cognitiva, é fundamental buscar uma avaliação neuropsicológica. Essa avaliação permite identificar quais funções cognitivas estão preservadas, quais apresentam dificuldades e se as alterações observadas fazem parte do envelhecimento esperado ou indicam um possível quadro clínico.

A avaliação neuropsicológica auxilia no diagnóstico diferencial, no planejamento de intervenções individualizadas e no acompanhamento da evolução cognitiva ao longo do tempo. Além disso, oferece orientações claras para o idoso e seus familiares, contribuindo para decisões mais seguras e eficazes sobre cuidados, tratamentos e estratégias de estimulação.

Buscar esse tipo de avaliação é um passo importante para promover um envelhecimento mais saudável, com mais autonomia, qualidade de vida e segurança.

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Referências

WORLD HEALTH ORGANIZATION. World report on ageing and health. Geneva: WHO, 2015.

STERN, Y. What is cognitive reserve? Theory and research application of the reserve concept. Journal of the International Neuropsychological Society, v. 8, n. 3, p. 448–460, 2002.

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